No encerramento das celebrações pelo Dia Internacional da Mulher, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) promoveu a Roda de Conversa “Conhecendo as desembargadoras”. O evento, sediado na Escola de Magistratura Federal da 1ª Região (Esmaf), em Brasília/DF, apresentou a trajetória de vida da vice-presidente do Tribunal, desembargadora federal Gilda Sigmaringa Seixas.
A abertura da Roda de Conversa foi conduzida pela juíza federal Maria Cândida Carvalho Monteiro de Almeida. Também participaram do evento a desembargadora federal Kátia Balbino, as juízas federais Dayse Starling Motta e Mara Lina Silva do Carmo, entre outras magistradas e colaboradoras do Tribunal.
Do magistério ao Direito
Em Brasília desde 1963, Gilda Sigmaringa Seixas contou que estudou no Sacré-Coeur de Marie e na Escola Normal – esta última, por recomendação de sua mãe. "Minha mãe foi criada para ser esposa e cuidar dos filhos, e essa era a sua perspectiva", recordou. Após o casamento e o nascimento da primeira filha, a desembargadora decidiu que era o momento de começar a trabalhar. Fluente em idiomas, sua primeira experiência profissional foi na Embaixada Britânica.
Convivendo com Selene de Almeida, mais tarde também desembargadora federal do TRF1, decidiram cursar Letras. Contudo, a inquietação profissional falou mais alto: "Vamos mudar para o Direito!", contou Gilda.
O Desafio dos Concursos e a Rede de Apoio
A jornada acadêmica no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) foi conciliada com a família, com o trabalho na Câmara dos Deputados e na consultoria jurídica do Ministério da Previdência Social. A magistrada relembrou as dificuldades de uma era pré-digital, em que o estudo dependia de recortes manuais do Diário da Justiça. "Chegávamos em casa com as mãos sujas de tinta, recortando as decisões para estudar", pontuou.
O divisor de águas para a aprovação em concursos públicos foi a formação de um grupo de estudos composto por figuras de destaque como a desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) Sandra de Santis, a ex-procuradora-geral Raquel Dodge e a desembargadora federal Selene de Almeida. O grupo se reunia com frequência, criando uma rede de apoio mútuo essencial para superar as exigências da carreira jurídica.
“Eu faria tudo de novo. Sempre olho os acontecimentos da minha vida pelo lado positivo”, refletiu.
Ao final, a desembargadora ressaltou a importância de eventos que promovam a troca de experiências entre mulheres, reforçando que o ambiente de confraternização no Tribunal deve ser, acima de tudo, acolhedor e inspirador para as novas gerações de magistradas e servidoras.
Homenagem do TRF1 às mulheres – As homenagens do TRF1 em celebração ao mês da mulher tiveram início no dia 17 de março, em evento ocorrido na sede do Tribunal, em Brasília/DF. A programação foi organizada pela Comissão TRF1 Mulheres e contou com atividades culturais, entrega de honrarias e palestras.
AN
Assessoria de Comunicação
Tribunal Social Regional Federal da 1ª Região