Brasão da Justiça Federal — Tribunal Regional Federal da 1ª Região

Tribunal Regional Federal da 1ª Região

Condecorações do TRF1

Conheça as honrarias que reconhecem serviços relevantes prestados à Justiça Federal e à sociedade.

Memória institucional

Tradição, mérito e reconhecimento

Há décadas, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região reconhece publicamente pessoas e instituições que se destacaram por sua contribuição à Justiça Federal e à sociedade. Reunidas aqui, essas condecorações contam parte da história e dos valores que orientam a atuação do TRF1, revelando quem já foi agraciado com cada uma delas ao longo do tempo.

“Justitia Societatis Fundamentum” — “A Justiça é o Fundamento da Sociedade”

A origem do nome

Quem foi o Ministro Nelson Hungria

Passe o mouse ou toque nos retratos para conhecer a procedência de cada imagem.

Nelson Hungria Hoffbauer nasceu em 16 de maio de 1891, em Angustura, distrito da atual Além Paraíba (MG), e é lembrado como um dos juristas mais celebrados do país — o "Príncipe dos Criminalistas". Ainda adolescente, submeteu-se aos exames de admissão para o curso de Direito em Belo Horizonte, aos 13 anos de idade. Aos 16, mudou-se para o Rio de Janeiro e bacharelou-se pela Faculdade Livre de Direito em 1909, iniciando a carreira como promotor público em Rio Pomba (MG).

Um delegado contra a tortura

De volta ao Rio de Janeiro, exerceu por oito meses o cargo de delegado de Polícia — e, nesse curto período, proibiu que presos fossem torturados para obtenção de confissões, pedindo demissão do cargo pouco depois.

"O pedido de demissão veio oito meses depois, quando ele ouviu alguns gritos ao entrar na delegacia (...) constatou que um soldado fazia uso da palmatória e outros meios de tortura para obter confissões, que o chefe proibiu terminantemente." Jornal Além Parahyba

O Código Penal e o STF

Aprovado em primeiro lugar no concurso da magistratura de 1924, tornou-se juiz na então 8ª Pretoria Criminal do antigo Distrito Federal. Nos anos 1940, participou da elaboração e revisão do Código Penal, do Código de Processo Penal, da Lei de Contravenções Penais e da Lei de Economia Popular. Sua obra "Comentários ao Código Penal" tornou-se referência para gerações de operadores do Direito e lhe rendeu o prêmio Teixeira de Freitas, do Instituto dos Advogados Brasileiros.

Em 1951, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal pelo presidente Getúlio Vargas, onde atuou até 1961, liderando também, ao fim dos anos 1950, uma campanha contra a pena de morte. Aposentou-se aos 70 anos, mas não parou de trabalhar: retornou à advocacia mesmo já acometido por um câncer.

Em reconhecimento à sua contribuição para o Direito e para a magistratura, seu nome foi escolhido como patrono das principais honrarias concedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região: o Grande-Colar, o Colar e a Medalha do Mérito Judiciário "Ministro Nelson Hungria".

"Vocês me desculpem por não ter deixado como herança bens materiais, e peço-lhes um favor. Quando estiverem segurando a alça do meu caixão, não se esqueçam de dizer: aqui vai o pai muito a contragosto." Fala atribuída a Nelson Hungria, na véspera de sua morte, em 26 de março de 1969 — Fonte: Jornal Além Parahyba
Retrato de Nelson Hungria ainda jovem, com trajes acadêmicos Virar cartão

Nelson Hungria, jovem

Retrato do início da trajetória acadêmica, quando ingressou nos estudos de Direito ainda na adolescência.

Procedência da imagem: Projeto Memória em Destaque / MPMG

Nelson Hungria na juventudeAcervo: Ministério Público de Minas Gerais

Retrato do Ministro Nelson Hungria já como membro do Supremo Tribunal Federal Virar cartão

Ministro do STF

Nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal em 1951, é o patrono das honrarias do TRF1.

Procedência da imagem: Acervo STF

Ministro Nelson Hungria (1891–1969)Acervo: Supremo Tribunal Federal

As honrarias

As Condecorações do TRF1

O Colar e a Medalha do Mérito Judiciário "Ministro Nelson Hungria" foram instituídos em 17 de dezembro de 1990, pela Resolução n. 23/1990, assinada pelo então presidente Alberto José Tavares Vieira da Silva. O projeto das insígnias foi elaborado pelo professor Wallace de Oliveira Guirelli. Quatro honrarias distintas, cada uma com um propósito e um público específico.

Insígnia da Presidência

Grande-Colar do Mérito Judiciário Ministro Nelson Hungria

É a mais alta honraria do Tribunal. Funciona como símbolo do próprio cargo de presidente do TRF1 e da função de chanceler do Colar e da Medalha do Mérito Judiciário. A insígnia é transmitida de presidente para presidente no momento da sucessão, reforçando a continuidade institucional.

  • Concedida aos desembargadores federais que presidiram o Tribunal.
  • Também já foi outorgada, post mortem, ao próprio patrono da honraria, em solenidade de 18 de dezembro de 1991.
Fotografia do Grande-Colar do Mérito Judiciário Ministro Nelson Hungria Virar

Grande-Colar

Insígnia máxima do Tribunal, símbolo do cargo de presidente.

Procedência da imagem: Acervo TRF1

Grande-ColarAcervo TRF1

Esboço técnico original do Grande-Colar do Mérito Judiciário Virar

Esboço original

Desenho técnico de referência usado na confecção da insígnia.

Procedência da imagem: Acervo TRF1

Esboço do Grande-ColarAcervo TRF1

Insígnia dos membros da Corte

Colar do Mérito Judiciário Ministro Nelson Hungria

É a honraria conferida, de jure, aos magistrados no momento da posse no cargo de Desembargador Federal do TRF1. Pode ainda ser conferida a governantes, parlamentares, magistrados, outras personalidades e servidores públicos por serviços prestados à causa da Justiça Federal. A primeira outorga ocorreu em 1º de março de 1991.

  • Entregue pelo presidente do Tribunal durante a solenidade de posse.
  • Também concedida por relevantes serviços prestados à Justiça Federal.
Fotografia do Colar do Mérito Judiciário Ministro Nelson Hungria Virar

Colar

Entregue na posse de cada desembargador federal do TRF1.

Procedência da imagem: Acervo TRF1

Colar do Mérito JudiciárioAcervo TRF1

Esboço técnico original do Colar do Mérito Judiciário Virar

Esboço original

Desenho técnico de referência usado na confecção da insígnia.

Procedência da imagem: Acervo TRF1

Esboço do ColarAcervo TRF1

Reconhecimento ampliado

Medalha do Mérito Judiciário Ministro Nelson Hungria

Tem como objetivo homenagear personalidades de reconhecida capacidade científica, cultural ou profissional, bem como servidores da Justiça Federal. Assim como ocorre com o Colar, anualmente podem ser concedidas até três medalhas. O primeiro agraciado foi Felipe dos Santos Jacinto, em 18 de dezembro de 1991.

  • Pode ser concedida a pessoas físicas de dentro e de fora do Judiciário.
  • Reconhece contribuições relevantes à Justiça Federal ou à sociedade.
Fotografia da Medalha do Mérito Judiciário Ministro Nelson Hungria Virar

Medalha

A honraria de alcance mais amplo entre as concedidas pelo TRF1.

Procedência da imagem: Acervo TRF1

Medalha do Mérito JudiciárioAcervo TRF1

Cortesia institucional

Diploma e Medalha de Visitante Ilustre

Outorgados pelo presidente do Tribunal como forma de expressar consideração e apreço às autoridades que assinalem sua passagem pela Corte ou pelas Seções Judiciárias. Criados pela Resolução 12/1992, de 21 de agosto de 1992, assinada pelo então presidente Anselmo Santiago.

  • Concedido a autoridades nacionais e estrangeiras em visitas oficiais.
  • Já homenageou magistrados, diplomatas, religiosos e militares de diversos países.
Modelo do Diploma de Visitante Ilustre do TRF1 Virar

Diploma de Visitante Ilustre

Instituído pela Resolução 12/1992, assinada pelo presidente Anselmo Santiago.

Procedência da imagem: Acervo TRF1

Modelo de diplomaAcervo TRF1

Fotografia da Medalha de Visitante Ilustre do TRF1 Virar

Medalha de Visitante Ilustre

Entregue junto ao diploma às autoridades homenageadas.

Procedência da imagem: Acervo TRF1

Medalha de Visitante IlustreAcervo TRF1

Registro histórico

Quem concedeu e quem recebeu

Escolha uma honraria nas abas abaixo e explore, por gestão ou grupo, as autoridades que já a concederam ou receberam.

Concedido em caráter definitivo aos desembargadores federais que presidiram o Tribunal — e, post mortem, ao próprio patrono da honraria.